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Comissão pedirá dados de testes da “pílula do câncer” JORNAL DO SENADO Ed. 4.488 de 13/04/2016

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Comissão pedirá dados de testes da “pílula do câncer” JORNAL DO SENADO Ed. 4.488 de 13/04/2016

Comissão pedirá dados de testes da “pílula do câncer” JORNAL DO SENADO Ed. 4.488 de 13/04/2016

Comissão pedirá dados de testes da “pílula do câncer” JORNAL DO SENADO Ed. 4.488 de 13/04/2016
Requerimento aprovado ontem solicita ao ministro da Ciência e Tecnologia informações detalhadas sobre os recursos gastos nos estudos científicos com a fosfoetanolamina e os resultados obtidos A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) quer informações detalhadas do ministro da Ciência e Tecnologia,Celso Pansera, sobre os gastos feitos pelo ministério nos estudos da fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer. A comissão aprovou ontem requerimento do presidente do colegiado, senador Lasier Martins (PDT-RS), que solicita ao ministro informações sobre os estudos e os resultados obtidos até agora. Lasier argumenta que o defensor público federal Daniel de Macedo Alves Pereira fez relevantes questionamentos ao ministério sobre os testes. Ele pôs em dúvida a metodologia usada nos exames. Em março, o Senado aprovou a distribuição do medicamento antes que fossem concluídas as pesquisas sobre sua eficácia. — O ministério, mesmo em tempos de crise econômica, conseguiu liberar a verba de R$ 10 milhões para a realização dos testes clínicos e científicos. Desses, R$ 2 milhões já foram utilizados — expôs o senador. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que o Senado cometeu “enorme equívoco” ao liberar o medicamento sem conhecer seus efeitos clínicos. — É uma loucura completa o que estamos vivendo. O Senado autorizar a liberação de um medicamento sem que fossem feitos testes clínicos para saber se ele é eficaz ou não — criticou o senador. Lasier disse que a aprovação ocorreu devido ao sentimento das pessoas que tinham a esperança de que o remédio as salvasse do câncer e por ter sido comprovado que a fosfoetanolamina não faz mal. Mas Aloysio disse que o medicamento provavelmente não vai funcionar e que pode influenciar as pessoas a deixarem tratamentos mais eficazes. — A emoção é importante, mas o Senado não pode legislar nessa base — disse Aloysio.

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